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24/09/2021

DEBATE 88: Setembro amarelo

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DEBATE 88: Setembro amarelo

DEBATE 88 (24/09): SETEMBRO AMARELO

Este é o último debate do mês de setembro e vamos falar novamente sobre a campanha de prevenção ao suicídio: setembro amarelo!

Um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas é o suicídio. O Brasil registrou 35 suicídios por dia em 2020, ano auge da pandemia. Foram 12 mil oitocentos e noventa e cinco mortes por suicídio registradas no ano a cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, você tem noção disso? O suicídio se encontra entre as dez primeiras causas de morte, e para cada suicídio com sucesso, cerca de 11 tentativas sem sucesso acontecem.

Tem sido um mal silencioso, poisas pessoas fogem do assunto e, por medo ou falta de informação, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.

O suicídio é um problema que se pode prevenir na grande maioria das vezes. O estudo e a discussão do tema são algumas das formas mais eficientes de se promover a prevenção, pois isto só é possível quando a população, os profissionais da saúde, os jornalistas e governantes têm informações suficientes para conduzir as medidas adequadas e ao seu alcance nessa frente.

Às vezes uma palavra, apenas uma palavra, pode salvar vidas! Você sabia que um simples telefonema já salvou muitas pessoas de cometerem suicídio? Quem liga, o faz sem saber de nada. Há muitos relatos e testemunhos de pessoas dizendo que só telefonou porque sentiu que deveria ligar e isso acabou evitando uma tragédia.

O CVV é uma das ONGs mais antigas do país. Fundado em São Paulo em 1962, atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio pelo telefone, por chat, e-mail e pessoalmente. Após a implantação do telefone 188, por meio de acordo com o Ministério da Saúde que garantiu gratuidade da tarifação telefônica, o centro de valorização à vida, registrou cerca de 3 milhões de atendimentos por ano.

Muito mais gente do que se imagina já pensou em suicídio. Segundo estudo realizado pela UNICAMP, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Em muitos casos, é possível evitar que esses pensamentos suicidas se tornem realidade.

A primeira medida preventiva é a educação. Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu, havia medo de se falar sobre o assunto. De uns tempos para cá, especialmente com o sucesso da campanha setembro amarelo, esta barreira foi derrubada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas possam ter acesso a recursos de prevenção. Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil.

Como buscar ajuda se muitas vezes a pessoa sequer sabe que pode receber apoio e que o que ela sente naquele momento é mais comum do que se divulga? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou familiar se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada? Todos podemos fazer esta pergunta: tem algo que eu posso fazer para te ajudar?

PERGUNTAS:

Existe uma forma de prevenir o suicídio?

Como perceber que o meu próximo tem pensamentos que podem levá-lo a tirar a própria vida?

O suicida vai para o céu?

O suicídio é um transtorno mental ou é uma ação do inimigo quando abrimos brechas em nossa vida?

Irritação ou inquietação, perda o apetite, alterações no sono, perda de energia, culpa, problemas de concentração e perda de interesse nas atividades diárias são alguns dos sintomas que podem dar início a sentimentos de inutilidade, que levam ao suicídio. A partir de que ponto podemos nos preocupar com algumas dessas atitudes?

Perceber mudanças no comportamento é a melhor forma de prevenir o suicídio?

Todas as pessoas que cometem suicídio, demonstraram a vontade de se matar?

 

SEGUNDO BLOCO: AUTOMUTILAÇÃO

A automutilação é outro problema silencioso, que atinge muitos adolescentes no Brasil e no mundo. 20% dos jovens brasileiros se mutilam, taxa maior do a referente aos usuários de drogas. Nosso país não tem estatísticas oficiais, mas todos os estudos internacionais chegam a números semelhantes e indicam que 30% dos jovens sofrem desse mal e acabam desistindo de viver.

O ato de machucar a si mesmo é, principalmente, motivado pelo bullying na escola e nas redes sociais e esse é o primeiro passo para tirar a própria vida.