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07/12/2018

Debate 88: solidariedade e empatia

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Debate 88: solidariedade e empatia

Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Ou seja, se colocar de verdade no lugar do outro. O apóstolo Paulo foi alguém que soube captar bem isso, entendendo bem o contexto social que estava inserido. Em sua carta aos Coríntios, no capítulo nove ele disse: “sim, tento encontrar algum ponto em comum com todos, fazendo todo o possível para salvar alguns…”. Paulo viveu como judeu, se fez de seguidor da lei, se fez como não seguidor da lei, se fez de fraco, se fez de forte.


Paulo gostaria de ter libertado os escravos, porém uma proposta desse nível naquela época seria absurda e poderia causar mais revoltas e danos, então de forma empática ele pede aos patrões não maltratarem os seus. Numa sociedade escravocrata, Paulo foi empático com os que sofriam respeitando o contexto social que estavam inseridos.

Há cinco semanas depois de um pastor holandês ter iniciado o que parecia ser um culto comum, a cerimônia continua, como uma espécie de maratona de orações que envolvem centenas de pessoas. A igreja Bethel está tentando impedir a deportação de uma família armênia que teve negado seu pedido de asilo depois de viver quase nove anos na Holanda, apesar de terem afirmado que estariam em perigo caso retornassem a seu país.

As igrejas evangélicas e a igreja católica da região se uniram para realizar esse culto solidário e estão tirando vantagem de uma lei holandesa que, na maioria das circunstâncias, impede que as autoridades conduzam operações em um local onde há um culto religioso sento realizado. Estratégia é: abrigar a família de imigrantes até que as autoridades holandesas mudem de ideia. O projeto ganhou proporção mundial e alguns pastores e padres de outros países entraram em contato com o presidente da Holanda pedindo para a autoridade rever o caso da família. Esse é na prática, um dos melhores exemplos de empatia e solidariedade e é sobre isso que vamos debater hoje!

Perguntas:

E se fosse aqui no Brasil, será que teríamos empatia e solidariedade com uma família refugiada?

A igreja tem agido como Paulo, se colocando no lugar dos que passam por problemas, ou está ocupada demais para se compadecer do próximo?

Temos vivido um tempo em que choramos com os que choram em que nos alegramos com os que se alegram? Ou nem os problemas, nem as alegrias, dos nossos irmãos nos chamam atenção?

Você acha a atitude da igreja correta?

Aqui na região sul fluminense, as igrejas são solidárias umas com as outras?

O que fazer quando um membro passa por uma situação onde só a igreja pode intervir ou ajudar?

Até que ponto vai o nosso amor ao próximo?