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16/04/2015

Para promotor, policiais presos em operação não podem ser chamados de policiais

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Ao final da operação Adren, ontem, o promotor Fabiano Oliveira, que acompanhou todo o caso com um colega, disse que o policial civil e dois militares, um da ativa e um reformado, que foram presos, não podem ser chamados de policiais. Os três foram presos no Sul Fluminense com outros dez, acusados de crimes como tráfico e associação para o tráfico de drogas, roubo, organização criminosa, extorsão e extorsão mediante seqüestro. Além de acontecer aqui na região, a Operação Adren prendeu outras 12 pessoas na cidade do Rio, no estado de São Paulo e no interior de Minas Gerais, em cumprimento a mais de cem mandados, entre de prisão preventiva e de busca e apreensão. Do total de mandados, havia 12 para serem cumpridos em Volta Redonda, onze em Barra Mansa, nove em Resende, quatro em Barra do Piraí, três em Itatiaia e um para ser cumprido em Angra e um em Pinheiral.

Um dos agentes presos foi Ricardo Wilke, lotado na 89ª delegacia de Resende, que se apresentou à Corregedoria da Polícia Civil, no Rio, quando soube que estava com a prisão decretada. Outros dois agentes, Clodoaldo Antônio Pereira e Pablo Baffa Feijolo, que estão presos desde a primeira fase desta operação, realizada em dezembro pela Polícia Federal com o nome de Operação Cocite, também tiveram a prisão decretada.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado e a Polícia Civil, responsáveis pela Operação Adren, informaram ontem à tarde, que um policial militar lotado no 10º Batalhão de Barra do Piraí, Hugo Leonardo Guerra, e outro, reformado, Gilson Franca Júnior, conhecido como Macarrão, estão foragidos. Assim como os policiais civis Guilherme Dias Coelho, conhecido como Guilherminho.

De acordo com as investigações, que duraram mais de um ano, Guilherminho seria associado a Pablo e Clodoaldo, os presos em dezembro, e a outros traficantes e o grupo, com o auxílio regular de Ricardo Wilke, o policial que se entregou, mantinham drogas em depósito para traficantes. De acordo com o Ministério Público, esses agentes usariam viaturas da corporação para o transporte dos produtos.

As investigações apuraram ainda que criminosos da região têm ligação com o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. A Polícia Civil informou que as prisões da Operação Adren, palavra que é a abreviatura de adrenalina, terão desdobramentos.

Fonte: Programa Fato Popular